Xiru Lautério "O PERSONAGEM MAIS BAGUAL DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS BRASILEIRAS"

27 de jan de 2014

Deu no Diário de Santa Maria


27/01/2014 | N° 11903

ZOOM | TATIANA PY DUTRA

conquista de mestre
Foto: JEAN PIMENTEL - 19/01/11


















O desenhista Byrata Lopes, 60 anos, já estava de mala e cuia prontas para viajar para São Paulo no próximo dia 30. Ele vai para a Terra da Garoa lançar o seu mais novo livro Xiru Lautério – Tigre N’Água. Mas a viagem ganhou um motivo ainda mais especial. Na última sexta-feira, foi divulgado o resultado do 30º Prêmio Angelo Agostini, encontro que comemora o Dia do Quadrinho Nacional, no Memorial da America Latina. E Byrata foi um dos três escolhidos como mestres do Quadrinho Nacional.

O evento é promovido pela Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (ACQ-SP). Byratapassou a fazer parte da lista de candidatos ao título a convite dos próprios organizadores do encontro. A escolha dos vencedores ocorreu por votação popular. Além dele, também foram escolhidos como mestres Lourenço Mutarelli e Paulo Paiva Lima. Houve ainda premiados em outras sete categorias.

– Sou o gaúcho mais faceiro dos últimos dias – brinca o desenhista, que é o único do Estado a vencer em sua categoria neste ano.

Byrata, que é natural de Tupanciretã, lançou pela primeira vez uma HQ em 1970, em uma editora paulista. Mas, segundo ele, foi quando começou a publicar as histórias do Xiru Lautério, o seu personagem mais gaudério, que começou a ganhar projeção nacional.


25 de jan de 2014

Plataforma HQ - Melhor Lançamento Independente no 30º Troféu Angelo Agostini

Os Premiados do 30º Troféu Angelo Agostini foram:

Melhor Desenhista - ShikoMelhor Roteirista - Gustavo DuarteMelhor Cartunista - AngeliMelhor Lançamento - Meninos e DragõesMelhor Lançamento independente - Plataforma HQMelhor Fanzine - Quadrinhos ÁcidosPrêmio JAYME CORTEZ - Sidney GusmanMESTRES DO QUADRINHO NACIONAL - Byrata, Lourenço Mutarelli, Paulo Paiva Lima. 


A gauchada teve importante participação, em destaque o pessoal da PLATAFORMA HQ, Revista de histórias em quadrinhos independente, apresentando em sua primeira edição histórias que ocorrem na cidade do Rio Grande, no extremo sul do Rio Grande do Sul, através da ótica de roteiristas e quadrinistas locais.










































Plataforma HQ é:

Alisson Affonso
Anderson Mendonça
André Darsie
Diego Sá
Everton Cosme
Gelson Mallorca
Volni Ney
Wagner Passos


Essa gauchada de Rio Grande é macanuda e fizeram por merecer o prêmio, catei no face algumas imagens da revista e tomei a liberdade de postar aqui, espero que os autores não se importem...


A arte de capa e contra capa fica por conta do pintor, desenhista e escultor riograndino Volni Ney.





















Alisson Affonso



André Darsie e Diego Sá



Diego Sá



Everton Cosme

Gelson Mallorca


Wagner Passos



20 de jan de 2014

16 de jan de 2014

Onça, bicho fera...


Giro Ciclístico da 1ª a 4ª Colônia - Um integração entre gerações.

Encontros prazeroso e gratificante

Tive a honra de encontrar e conviver, a convite dos organizadores, por algumas horas com um grupo maravilhoso de ciclistas italianos e brasileiros, amadores, que fizeram um giro pela Serra Gaúcha, Encosta Inferior do Nordeste, Depressão Central, Centro-Serra e Planalto Médio do Rio Grande do Sul, no sentido de fortalecer o pacto de amizade (GEMELLAGGIO) entre as duas cidades irmãs: (Monte Belo do Sul/RS/Brasil e Schiavon/VI/Itália) com comunidades de origens italianas.A jornada ocorreu durante 17 dias com atividades de passeios ciclísticos e de turismo.A parte ciclística foi desenvolvida em 9 dias com um total de 860 kms.

http://giro2014.blogspot.com.br/
https://sites.google.com/site/girociclistico2014/home

Presenteei ao grupo uma coleção de desenhos que ilustram a saga "Merica Merica".

O primeiro encontro com o grupo de ciclista ocorreu no Restaurante Augusto em Santa Maria, quando presenteei a cada integrante uma coleção do Xiru Lautério e em agradecimento o grupo cantou a música Merica Merica, composição lema da ASSOCIAZONE CULTURALE MERICA MERICA.
Fiquei muito emocionado, lembrando de um trabalho que fiz em 2008, a convite da AISM - ASSOCIAÇÃO ITALIANA DE SANTA MARIA, quando pesquisei sobre a letra MERICA MERICA e desenhei quatro ilustrações que foram publicadas em calendários.

As ilustrações:







14 de jan de 2014

Xiru Lautério em artigo de Cloveci Muruci, do Jornal de Artes

GRAPHIC NOVEL
XIRÚ LAUTÉRIO
um personagem que luta contra a morte

Por Cloveci Muruci de Porto Alegre/RS


O Xirú Lautério é um personagem de HQ, criado por Jorge Ubiratan - Byrata, na década de 70, e publicada em 1975, nos jornais: O Semanário (Tupancireta) e o Diário Serrano (Cruz Alta).
Em 1978 o autor reúne essas tiras numa revista e nos anos 80 a tira reaparece na revista Quadrins, e em 1986 retorna como tira publicada no jornal A Razão de Santa Maria.
Em 2007 Byrata inicia a saga do “Xirú Lautério: Brigando Contra a Morte”, “Xirú Lautério Tigre N' Água”, e “Xirú Lautério e os Dinossauros”, lançado em 2013 no Tutti Jiorn - Bar dos Cartunista, Cidade Baixa em Porto Alegre.


Ao reencontrar, após longo tempo, Xirú Lauterio, personagem de HQ criado por Byrata, e desta vez com material suficiente a um olhar mais detalhado, percebi que Xirú é a primeira vista o gaúcho folgado, alegre e valente, envolvido nas lidas do campo; tudo isso ao traço preciso do seu criador. Narrativa linear, roteiro envolvente, bem resolvido e sedutor, com humor refinado e raro.
Mas, ao olharmos mais detalhadamente para esse alegre gaucho, percebemos um sobrevivente de uma espécie em extinção. A figura do Peão de Estância, aquele trabalhador que conhece as lidas campeiras como ninguém; e hoje, já não tão indispensável; quando as Fazendas aos poucos se transformam ao implantar novas tecnologias. E homens como Lauterio, estão cada vez mais ausentes, para se transformarem em lendas.
Esse Xirú, do qual falamos, tem o perfil psicológico perfeitamente identificado, - e quem já se aventurou no interior de nosso Pampa, e/ou região missioneira, “pago” do Lauterio, reconhece seu tipo alegre, - dono de linguagem própria ao falar com as imagens do lugar onde vive e trabalha. Faz parte da paisagem. O homem e seu cavalo. Por tradição é um valente, por temperamento, um alegre.
 Byrata apresenta, corajosamente, nessa ultima publicação, “Xirú Lautério e os Dinossauros”, o herói acompanhado de um grupo de amigos, que alem de outras lidas campeiras, “carneiam gado à noite” e andam em voltas com dinheiro falsificado. Essas más companhias, e esse desempenho as avessas dos heróis gaúchos chegam mais próximo à realidade contemporânea, obrigando aos trabalhadores do campo a romper um estilo de vida e migrarem para periferia das cidades, caindo obrigatoriamente na realidade do submundo urbano.
 A “luta” conta a morte, recorrente ao personagem, sugere a metáfora sobre o desaparecimento desse guerreiro dos campos, que em outros tempos, emprestou sua valentia as oligarquias da época e na atualidade brigam ferozmente, sem mesmo saber por que, - como em outros tempos -, contra tigres, Demo, e monstros pré-históricos, que subliminarmente se esconde a primeira analise.
Junto a tudo isso, - como se não bastasse - Byrata nos traz em detalhes, no traço e falas dos personagens, planos bem elaborados, e as riquezas do cotidiano campeiro; quando Lautério prepara o fumo crioulo para o “palheiro”, ou o cuidadoso arranjo do chimarrão.


Xirú fala com seu cavalo, e qual gaúcho que não faz isso? Mas nenhum tem um cavalo que pensa e reclama da lida do campo. Para completar, vem em ultima analise a presença do conflito: um patrão fora da lei, um cientista alemão possuidor de certa ética, tempero mais que perfeito para o sabor da trama final.


fac-símile da página 4 do Jornal de Artes